Audiência pública discute autismo e inclusão

07 de abril de 2018 por Associação Reabilitar

Foi realizada neste sábado (7), no Atlantic City, durante o I Congresso Internacional de Autismo do Brasil, uma audiência pública para discutir políticas de proteção dos direitos das pessoas com autismo.

O autismo é uma alteração que afeta a capacidade de comunicação, de socialização e de comportamento do indivíduo. O diagnóstico precoce e a assistência multidisciplinar, com acompanhamento de especialistas de diferentes áreas da saúde e da educação, são considerados fundamentais para o desenvolvimento da pessoa diagnosticada autista.

O evento contou com a participação de autoridades, representantes de instituições, pais e mães. Autoridades políticas como a deputada estadual Liziê Coelho e a vereadora Teresinha Medeiros participaram da mesa.

A assistente social Izabel Herika também integrou a mesa representando o Centro Integrado de Reabilitação (Ceir). Na oportunidade, Izabel apresentou dados sobre o serviço de Reabilitação Intelectual do Centro e explicou o funcionamento desse setor.

“Há três anos, disponibilizamos atendimentos nas clínicas de Deficiência Intelectual, Síndrome de Down, Transtornos do Espectro Autista (TEA), conhecido popularmente como autismo, e de Microcefalia. De 2015 ao início de março de 2018, foram realizados 99.473 atendimentos, sendo 70.637 atendimentos das clínicas de Deficiência Intelectual, Síndrome de Dowm, Transtornos do Espectro Autista (TEA), e 28.836 da Clínica de Microcefalia, implantada em 2016”, diz Izabel Herika.

O Ceir, atende pacientes com deficiência intelectual onde são acompanhados por uma equipe multidisciplinar, composta por médicos, psicopedagogos, psicólogos, neuropsicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, nutricionistas, odontólogos, assistentes sociais, musicoterapeutas e reabilitadores desportivos.

“Não nos limitamos às terapias. Nosso trabalho também envolve capacitações e a realização de eventos científicos. Tudo isso para que a inclusão se torne real”, destaca a assistente social Izabel Herika.

Dentre os encaminhamentos, foi apontado a necessidade ampla divulgação da lei que garante atendimento prioritário para autistas em Teresina. A lei 5061/2017 diz que estabelecimentos públicos e privados da capital do Piauí deverão inserir nas placas de atendimento prioritário o símbolo mundial do espectro autista, garantindo a autistas e seus acompanhantes o mesmo benefício já concedido a idosos e gestantes, por exemplo.

Acesso aos Serviços de Reabilitação Intelectual:

Para ter acesso aos serviços de reabilitação intelectual de Deficiência Intelectual, Síndrome de Dowm, Transtornos do Espectro Autista (TEA):

– Procurar a Unidade de Saúde mais próxima de sua residência e faça uma consulta com um médico do Programa de Saúde da Família ou credenciado pelo SUS. Solicitar o preenchimento da guia de marcação de consultas do SUS. No caso de usuários com deficiência intelectual ou TEA, o encaminhamento deverá ser feito por médico pediatra, psiquiatra, neurologista ou neuropediatra da rede pública. No caso de usuários com Síndrome de Down, o encaminhamento poderá ser feito por qualquer médico da rede pública.

– Anexar à solicitação do médico as cópias dos seguintes documentos: CPF e RG, cartão do SUS (Cartão Nacional de Saúde), comprovante de residência com CEP e, pelo menos, um número de telefone para contato;

– Procurar o setor de marcação de consultas online do SUS no Posto de Saúde ou Secretaria de Saúde do seu município. Havendo vagas, o sistema irá informar o profissional, dia e o horário da triagem em nosso Centro.


Texto: Andressa Kerllen – Comunicação Reabilitar


 

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