“Eu pude fazer tudo que eu quis. Em momento algum fui pressionada. Minha vontade foi respeitada.” O relato de Francilene Miranda Costa, de 26 anos, traduz a experiência que o Centro de Parto Normal (CPN) da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER) busca proporcionar às mulheres durante o nascimento de seus filhos. Moradora de Colônia do Gurguéia e mãe de Anna Liz Miranda Ferreira, Francilene encontrou no serviço acolhimento, assistência qualificada e liberdade para participar das decisões relacionadas ao parto.
Francilene chegou ao CPN por indicação de duas enfermeiras obstetras que acompanhavam seu pré-natal e realizou previamente a vinculação ao serviço. A experiência, segundo ela, foi diferente da vivenciada no nascimento da primeira filha, quando afirma não ter se sentido ouvida. No parto de Anna Liz, pôde escolher a posição em que se sentia mais confortável, além de optar por música, iluminação baixa e pela participação do pai no corte do cordão umbilical. “Não teve nada do que eu não quis, tive minha filha na posição que me senti mais à vontade”, relata.
Destinado a gestantes de risco habitual, o CPN oferece acompanhamento durante o trabalho de parto e o parto por enfermeiras obstetras, com monitoramento da mãe e do bebê. A assistência inclui métodos não farmacológicos para alívio da dor, como massagens, banho morno e exercícios, além de recursos como bola, banqueta, cavalinho e banheira.
“A gente quer muito que todas as mulheres possam ter uma experiência positiva de parto. O nosso CPN proporciona isso pela nossa assistência respeitosa e qualificada e pela nossa estrutura aconchegante e equipada”, destaca Keliane Brito, supervisora do Centro de Parto Normal.
A estrutura do serviço foi organizada para favorecer o conforto e a autonomia da mulher durante o trabalho de parto. As salas contam com cama de parto, banheira, chuveiro com água morna e equipamentos que auxiliam na movimentação e na adoção de diferentes posições. O ambiente também permite o uso de música e iluminação mais baixa, de acordo com a preferência da gestante.
A proposta é oferecer uma assistência individualizada, respeitando a evolução do trabalho de parto e as necessidades de cada mulher. Para Francilene, o acolhimento recebido durante o nascimento da filha foi um dos principais diferenciais da experiência. “Fui muito bem recepcionada. O parto foi tranquilo e muito humanizado. Fui muito bem acolhida, minhas dúvidas foram esclarecidas e fui encorajada. Foi muito bom, super indico para todas as mulheres que pensam em ter parto normal”, acrescenta.
Como acessar o CPN
O acesso ao CPN é destinado às gestantes de risco habitual e começa ainda durante o pré-natal. A partir da 34ª semana de gestação, a mulher deve informar na Unidade Básica de Saúde (UBS) onde realiza o acompanhamento que deseja ter o parto no CPN da Nova Maternidade Dona Evangelina Rosa (NMDER) e solicitar o encaminhamento para a consulta de vinculação.
Após o agendamento, ela passa por uma avaliação com a enfermeira obstetra, que confirma se a gestação se enquadra no perfil de risco habitual e orienta sobre os sinais do trabalho de parto.
“A gente conversa com ela sobre o trabalho de parto, leva a paciente para conhecer todo o setor e entrega o plano de parto, que é um documento onde a gestante registra suas preferências para o nascimento”, explica Keliane.











