O Centro Integrado de Reabilitação (Ceir) realizou, nesta quarta-feira (29), atividade de mobilização com pacientes e acompanhantes para orientação e educação sobre segurança do paciente. A iniciativa seguiu o tema de 2026, definido pela Sociedade Brasileira para a Segurança do Paciente (SOBRASP): “Qualidade, segurança e vidas protegidas: um compromisso permanente do SUS”, destacando o papel estratégico dos serviços de saúde na promoção de práticas assistenciais seguras, qualificadas e centradas nas pessoas.

Pacientes, familiares e colaboradores participaram de jogos educativos, orientação sobre higienização das mãos e sobre as metas de segurança. Desde 2013, quando o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente, abril tornou-se o mês dedicado ao debate sobre a importância de proteger quem busca cuidado nos serviços de saúde do país.

Para a gerente de qualidade e segurança do paciente da Associação Reabilitar, Bruna Mazullo, a segurança no atendimento em saúde é um compromisso compartilhado entre paciente e profissionais. “Neste ano, foi aprovada a lei que instituiu o Estatuto dos Direitos do Paciente. Um marco na humanização e segurança do paciente na assistência médica no Brasil. É muito importante compartilhar para todos como funciona a segurança do paciente para que eles participem dela. O paciente precisa saber sobre a higienização das mãos, a identificação correta dentro da instituição, seus direitos e seus deveres dentro do estabelecimento de saúde. O paciente precisa ter voz ativa no processo de tratamento”, enfatizou.

A estudante de enfermagem, Diana Cristina, atendida pelo Centro de Diagnóstico do Ceir, participou da ação e ressaltou a importância das orientações sobre segurança. É muito importante que nós enquanto pacientes fale tudo que precisa para ter um atendimento bom e seguro. Se a gente, como paciente, não falar ou observar, o profissional da saúde pode não saber o que estamos pensando. Ações como essa são importantes para entendermos o que fazer”, destacou.

No Ceir, a segurança do paciente se traduz em práticas concretas: protocolos e práticas baseadas em evidências, comitês e núcleos centrados na segurança do paciente; canais de monitoramento de eventos adversos e uso de dados para reduzir riscos. Além disso, o Centro também investe em educação para cultura de segurança que envolve profissionais, gestores e usuários, reconhecendo o cuidado como um processo compartilhado e contínuo.







