Piauí é pioneiro no Brasil ao criar setor para reabilitar pacientes com sequelas da Covid-19

Piauí é pioneiro no Brasil ao criar setor para reabilitar pacientes com sequelas da Covid-19

13 de janeiro de 2021 por Associação Reabilitar

A Covid-19 tem deixado pacientes com sequelas, mesmo meses após estes serem considerados curados. Para recuperar estas pessoas, o Governo do Piauí destinou, desde o dia 17 de novembro de 2020, um setor específico dentro no Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), em Teresina, e do Centro Integrado de Reabilitação (CER) IV, em Parnaíba, por meio de uma parceria entre a Secretaria de Saúde (Sesapi) e a Secretaria para Inclusão da Pessoa com Deficiência (Seid).

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Espaço para tratar pessoas com sequelas da Covid, no Ceir

A iniciativa é mais uma entre as diversas ações que o Governo do Estado tem adotado para conter o impacto da Covid-19. Um dos poucos estados que não enfrentou colapso no sistema de saúde, o Piauí ainda mantém a doença sob controle por meio de medidas como testagem em massa, rastreamento dos infectados e das pessoas que tiveram contato com eles e rigorosa fiscalização das autoridades para que as empresas cumpram as medidas restritivas. Todas as medidas são coordenadas pelo Centro de Operações em Emergência (COE), criado no início da pandemia.

No caso dos pacientes pós-Covid, a reabilitação é indicada principalmente para aqueles que ficaram em UTI ou passaram por longo tratamento de Covid, pois geralmente ficam com alguma sequela neurológica ou respiratória por causa da doença. Os pacientes devem ser regulados por uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

Uma equipe multiprofissional faz avaliação para saber quais tratamentos serão necessários para os pacientes voltarem às atividades normais.

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Assim, dentro do Ceir e do CER IV foi criada uma área específica voltada para reabilitação cardiopulmonar; centro de diagnóstico com a oferta de exames laboratoriais; raios X, tomografia computadorizada, ultrassom, espirometria e E.C.G; nutrição; fonoaudiologia, psicologia e fisioterapia, além de médicos. Ao todo, o CEIR disponibiliza 200 vagas para terapias, no horário de 17h às 21h, de segunda a sexta-feira.

Triagem

No primeiro momento, após o encaminhamento pelas UBS, é feita a triagem com um pneumologista para saber se o paciente é legível ou não para o tratamento. Depois, o paciente passa por exames. Em um segundo momento, o paciente volta para uma consulta de admissão com o médico. Desta consulta, o médico encaminha para a fisioterapia, que é a parte de habilitação cardiopulmonar e motora. Também encaminha para o nutricionista, psicologia, neurologista, caso necessite, com acompanhamento no Ceir ou CER IV.

A reabilitação pulmonar tem duas fases: a primeira é feita com os pacientes mais acometidos, mais debilitados, que vão passar por expansão pulmonar, terapia higiene brônquica, alongamentos com os pacientes que passaram muito tempo acamados. Os pacientes mais estáveis vão para a reabilitação pulmonar propriamente dita, que é a parte de atividade física para ganho de força muscular, equilíbrio e ampliar a capacidade pulmonar.

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