Segundo dia do Simpósio de Parkinson debate o processo de reabilitação

15 de outubro de 2016 por Associação Reabilitar

O processo de reabilitação do paciente com Doença de Parkinson foi destaque no segundo dia do I Simpósio Piauiense sobre Doença de Parkinson, realizado no auditório do Centro Integrado de Reabilitação (Ceir), nessa sexta-feira (14).

Segundo a fisioterapeuta da Associação Brasil Parkinson e mestre em Neurociência e Comportamento pela Universidade de São Paulo (USP), Erica Tardelli, terapia, fisioterapia, apoio psicológico e exercícios físicos são essenciais para a qualidade de vida das pessoas que têm a doença. A profissional apresentou algumas estratégias de avaliação fisioterapêutica e princípios da reabilitação do paciente com Doença de Parkinson.

“Apesar de não ser uma doença recente, somente agora os cientistas têm um conhecimento mais avançado sobre o tratamento. Achei muito interessante as novas formas de diagnosticar o Parkinson apresentadas durante esse evento, que somará bastante no exercício da minha futura profissão”, diz a acadêmica do curso de Enfermagem, Laiane de Sousa.

Voltado para profissionais da saúde e áreas afins, o simpósio também abordou temas como o manejo cirúrgico na doença de Parkinson durante a palestra proferida pelo neurocirurgião Francisco Alencar. Já o neurologista Kelson James Almeida falou sobre como se deve examinar pacientes com Doença de Parkinson.

O Simpósio, que reuniu especialistas de renome para debater as inovações no tratamento da doença de Parkinson, também abordou a questão prática, como as estratégias de execução do mutirão de atendimentos que será realizado neste sábado (15), a partir das 7h, no ambulatório azul do Hospital Getúlio Vargas (HGV).

Doença de Parkinson

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, lentamente progressiva, sem causa conhecida, raramente acontecendo antes dos 50 anos, comprometendo ambos os sexos igualmente. Se caracteriza pela rigidez muscular, tremores, diminuição da mobilidade, alterações na fala e desequilíbrio. Foi descrita pela primeira vez em 1817 pelo médico James Parkinson.


Texto: Andressa Kerllen – Comunicação Reabilitar

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